Durante a última plenária da Cúpula do Clima, nesta sexta-feira (7/11), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu a taxação de super-ricos e de grandes corporações como forma de ampliar o financiamento global para ações de mitigação e preservação ambiental. Segundo Lula, os países mais ricos precisam assumir responsabilidade proporcional ao impacto que geram sobre o planeta.
O presidente destacou que a maior parte da riqueza mundial produzida nas últimas décadas se concentrou nas mãos de indivíduos e empresas, enquanto os Estados perderam capacidade fiscal. Lula argumentou ainda que um imposto mínimo sobre multinacionais e a tributação do patrimônio dos mais ricos poderiam garantir recursos significativos para o enfrentamento das mudanças climáticas, classificando como “legítima” a cobrança de maior contribuição dessas parcelas.

