O vereador de Salvador, George Carlos Reis Pereira (PP), conhecido como “Gordinho da Favela”, foi alvo de uma operação do Ministério Público da Bahia (MP-BA) na manhã desta segunda-feira (13). A informação foi divulgada inicialmente pelo portal Informe Baiano.
De acordo com o MP-BA, a operação investiga a atuação de uma organização criminosa do setor imobiliário de Salvador.
De acordo com a reportagem, além de George, um empresário ligado à empresa G3 Polar e um integrante da prefeitura de Salvador também foram alvo da ação.
Equipes estiveram em diferentes endereços da capital baiana, incluindo uma cobertura localizada em uma das torres do condomínio Vilaggio Panamby, no Horto Florestal.
O “Gordinho da Favela” foi eleito em 2024 com 4.822 votos, sendo seu primeiro Câmara Municipal de Salvador. Em maio deste ano, o parlamentar pediu licença do cargo por 140 dias, sendo substituído pelo suplente Tiago Queiroz (PP).
Por meio de nota enviada ao Aqui só Política, o vereador informou que não foi informado sobre o motivo das investigações. Ele também afirma ser inocente das acusações.
Confira a nota na íntegra:
“Esclareço que, até o presente momento, não tive acesso aos autos da investigação, razão pela qual desconheço os elementos que fundamentam a apuração. Coloco-me à inteira disposição do Ministério Público e das demais autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários, sempre que regularmente solicitado, colaborando com as investigações, com respeito às instituições e absoluta confiança no devido processo legal.
Reafirmo minha plena convicção de que todos os fatos serão devidamente esclarecidos por meio do meu depoimento às autoridades competentes e da atuação da minha defesa técnica, oportunidade em que será demonstrada a legalidade de todas as minhas condutas.
Ao longo da minha trajetória pública, sempre atuei com responsabilidade, honestidade, respeito ao patrimônio público e compromisso com a população. Reitero meu compromisso com o mandato que me foi confiado por 11.120 soteropolitanos e confio plenamente na Justiça e nas instituições brasileiras, certo de que a apuração será conduzida com isenção, técnica e respeito às garantias constitucionais, demonstrando a minha inocência”.

