O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, determinou nesta segunda-feira (28) que a defesa do ex-presidente Fernando Collor apresente, em 48 horas, documentos médicos que comprovem alegadas condições de saúde, para que seja avaliada a possibilidade de uma prisão domiciliar. Collor, condenado no âmbito da Operação Lava Jato, cumpre pena no presídio de Maceió após a condenação por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, recebendo R$ 20 milhões em propina entre 2010 e 2014.
A defesa do ex-presidente solicitou a prisão domiciliar alegando problemas de saúde como Parkinson, apneia do sono e transtorno bipolar, além de sua idade avançada, de 75 anos. O ministro Moraes determinou que os documentos sejam apresentados com sigilo para preservar a intimidade do ex-presidente, e ainda deu um prazo de 48 horas para a entrega do prontuário médico, histórico e exames anteriores. A solicitação foi feita após a defesa apresentar mais evidências durante uma audiência com integrantes do gabinete do ministro.

