O publicitário Sidônio Palmeira já começou o trabalho na comunicação do Governo Federal mesmo de forma extraoficial. De acordo com o jornal O Globo, o baiano levou integrantes de sua futura equipe nesta segunda-feira para o Palácio do Planalto para reuniões na Secretaria de Comunicação Social (Secom), ministério que deve assumir nos próximos dias.
Enquanto se afasta das empresas das quais é sócio na Bahia, dentre elas a Leiaute , Sidônio teve conversas com o atual ministro da Secom, Paulo Pimenta. O marqueteiro estava acompanhado do publicitário Thiago César, que deve ser seu futuro secretário-executivo. Ele vai assumir as funções hoje realizadas por Ricardo Zamora.
Cesar comandou a campanha do deputado federal Zé Neto (PT) à prefeitura de Feira de Santana. Outro nome que Sidônio pretende levar para o Planalto é Paulo Brito. Os três trabalharam juntos na campanha vitoriosa de Lula, em 2022.
Desde o anúncio da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, Palmeira tem tido uma presença mais frequente no governo, ainda que não tenha cargo formal. O marqueteiro participou também da montagem de uma peça publicitária sobre a isenção, que não foi ao ar pois o texto do projeto será enviado ao Congresso apenas em 2025.
QUEM É SIDÔNIO – Formado em engenharia, Sidônio Palmeira, 66 anos, bebeu da fonte de renomados publicitários baianos, como Duda Mendonça e João Santana – velhos conhecidos do PT nacional.
Sidônio é dono da Leiaute, agência de publicidade que tem a conta principal do governo baiano desde a gestão de Jaques Wagner, em 2007.
Discreto, Sidônio fez a campanha derrotada de Fernando Haddad à presidência da República, em 2018. É bom lembrar que a atuação do publicitário foi criticada por Lula. A critica está inserida na biografia do presidente escrita por Fernando Morais.
A experiência política de Sidônio começou como líder estudantil na Universidade Federal da Bahia. Foi vice-presidente do Diretório Central dos Estudantes, entre 1981 e 1982, em chapa ligada ao PCdoB, junto com a hoje deputada federal Lídice da Mata (PSB). Dez anos depois, ele fez a campanha eleitoral da socialista para prefeita de Salvador.

