Por: Alan Robert
O secretário municipal da Saúde de Salvador, Rodrigo Alves, rebateu as declarações do ex-ministro da Casa Civil, Rui Costa, sobre os repasses federais destinados à saúde na capital baiana. Rui havia citado valores da alta complexidade e a divisão de recursos entre estado e município.
“Informação pela metade vira desinformação. Na saúde, não dá para comparar números soltos sem explicar de onde eles vêm e como eles são aplicados”, afirmou Rodrigo Alves ao contestar a fala. Ele acrescentou ainda que “não é correto dizer que Salvador recebe R$ 1 bilhão para cuidar de poucos equipamentos”, ao rebater a interpretação sobre os repasses.
O secretário explicou que os recursos da PPI são divididos entre Estado, hospitais filantrópicos e município, cada um com responsabilidades distintas na rede. Segundo ele, aproximadamente R$ 1,14 bilhão fica sob gestão do Governo da Bahia, enquanto os hospitais filantrópicos recebem cerca de R$ 412 milhões.
Rodrigo Alves afirmou ainda que o município administra cerca de R$ 297 milhões, mas precisa complementar com recursos próprios para garantir o funcionamento da rede. Ele destacou que esses valores sustentam hospitais municipais, UPAs, multicentros e serviços especializados, atendendo não apenas Salvador, mas também pacientes

