O ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, avaliou como “graves” as denúncias apresentadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros 33 acusados por tentativa de golpe de Estado. Em entrevista à coluna de Igor Gandelha, do Metropoles, na última quinta (20), ele afirmou que o caso não pode passar impune, mas ponderou que alguns manifestantes foram foram usados como “massa de manobra” nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.
“Mas eu acho que tiveram pessoas que foram usadas como massa de manobra, isso é fato. Foram induzidas a serem, como se diz no Nordeste, ‘boi de piranha’. Você joga ali para que as piranhas comam aquele boi para você tentar se livrar”, afirmou Rui. “Levaram pessoas que, às vezes, foram induzidas dessa forma a cometer crimes, onde as pessoas não elaboraram, não perceberam o crime. Mas elas participaram e tivemos pessoas nesse perfil que foram levadas a cometer quebra-quebra, a quebrar patrimônio público, a ofender, a caluniar, a ameaçar a democracia.”
Apesar da crítica ao papel dos envolvidos, Rui Costa evitou comentar sobre as penas aplicadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a alguns condenados pelos atos de 8 de janeiro, alegando que não tem formação jurídica para analisar a dosagem das punições. “Eu fiz Economia, fiz Ciências Sociais e, no nível médio, fiz curso técnico. Não estudei Direito. Então, não me sinto em condições de analisar dosagem de pena que a Suprema Corte ou que a Justiça tem dado. Não tenho competência para fazer essa análise”, pontuou.

