Sem um candidato na disputa presidencial após o primeiro turno, o PSD decidiu não adotar uma posição nacional entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). A legenda liberou diretórios estaduais, parlamentares, lideranças, filiados e militantes para escolherem individualmente quem apoiar no segundo turno.
A decisão foi anunciada pelo presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, neste domingo (4), após a conclusão do primeiro turno. Com a medida, diferentes setores da legenda poderão apoiar adversários na disputa pelo Palácio do Planalto sem contrariar uma orientação estabelecida pela direção nacional.
Em nota, Kassab afirmou que a decisão mantém a estratégia adotada pelo PSD durante o primeiro turno, quando os diretórios estaduais tiveram autonomia para construir alianças de acordo com os cenários locais.
“Cada diretório estadual, parlamentar, liderança partidária, filiados e militantes terão liberdade para definir seu apoio na eleição presidencial e em eventual disputa estadual”, afirmou, segundo a CNN Brasil.
A neutralidade nacional foi definida depois de o candidato do PSD à Presidência, Ronaldo Caiado, encerrar o primeiro turno na quinta colocação e ficar fora da disputa decisiva. Após a votação, Caiado afirmou que conversaria com Kassab antes de anunciar qual seria seu posicionamento na segunda etapa da eleição presidencial.
Na manifestação divulgada pelo partido, Kassab voltou a defender a candidatura apresentada pelo PSD e afirmou que o governador de Goiás levou à disputa um projeto considerado qualificado pela legenda.

