A Procuradoria-Geral da República (PGR) afirmou em denúncia contra Jair Bolsonaro (PL) que o ex-presidente alimentava a expectativa de uma ruptura institucional ao incentivar a permanência de apoiadores em frente a quartéis-generais pelo país. Segundo o documento, Bolsonaro “dava esperanças de que algo fosse acontecer para convencer as Forças Armadas a concretizarem o golpe”.
A PGR baseia a acusação na delação do ex-ajudante de ordens Mauro Cid, que relatou que essa foi a razão pela qual Bolsonaro não desmobilizou os manifestantes. “O colaborador [Cid] afirma que esse foi um dos motivos pelos quais o então presidente Jair Bolsonaro não desmobilizou as pessoas que ficavam na frente dos quartéis”, cita a denúncia.
Ainda segundo documento, o ex-ministro e general Braga Netto também teria incentivado a movimentação nos quartéis, mantendo contato direto com manifestantes e reforçando a narrativa de que o golpe poderia ocorrer. Segundo a PGR, tanto Bolsonaro quanto Braga Netto incentivaram a manutenção das mobilizações porque “esperavam que algo pudesse acontecer para convencer as Forças Armadas a agir”.

