A Polícia Federal realizou novas buscas, nesta quinta-feira (3), na casa do empresário José Marcos Moura, conhecido como “Rei do Lixo”, como parte da terceira fase da Operação Overclean. A investigação apura um esquema milionário de desvio de emendas parlamentares destinadas a obras de infraestrutura. Moura já havia sido alvo de buscas anteriores e, novamente, a Procuradoria-Geral da República pediu sua prisão preventiva, mas o ministro Nunes Marques, do STF, negou o pedido.
Outro alvo da operação foi Bruno Barral, secretário de Educação de Belo Horizonte, que foi afastado do cargo por determinação do STF. Na casa de Barral, os agentes encontraram maços de dólares e euros, além de joias e relógios de alto valor. O portal Aqui Só Política já havia publicado uma matéria detalhando o caso.
As investigações apontam que políticos e empresários usavam fraudes em licitações e contratos superfaturados para desviar recursos públicos. A Polícia Federal estima que o esquema movimentou cerca de R$ 1,4 bilhão por meio de contratos firmados com o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS). Os crimes investigados incluem corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitação e lavagem de dinheiro.

