O ex-secretário de Educação de Salvador, Bruno Barral, que atualmente está a frente da mesma pasta em Belo Horizonte (MG), foi afastado do cargo por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). Barral está sendo investigado dentro da Operação Overclean, cuja terceira fase foi deflagrada nesta quinta (3).
A Overclean já cumpriu 16 mandados de busca e apreensão em diversas cidades, incluindo Salvador (BA), Belo Horizonte (MG), São Paulo (DF) e Aracaju (SE). A apuração indica que organização criminosa direcionava recursos de emendas parlamentares e convênios para empresas e indivíduos ligados a administrações municipais, utilizando contratos superfaturados.
Barral foi indicado para a secretaria de Educação pelo PSDB. Ele comandou a pasta na gestão de ACM Neto, entre 2017 e 2020.
A organização direcionava recursos públicos de emendas parlamentares e convênios para empresas e indivíduos ligados a administrações municipais. O esquema envolvia superfaturamento de obras e desvios financeiros, movimentando cerca de R$ 1,4 bilhão por meio de contratos fraudulentos.
Os investigados podem responder por corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitações e contratos, lavagem de dinheiro e obstrução da Justiça.
A PF e a CGU seguem com as investigações para identificar todos os envolvidos e aprofundar a apuração dos desvios.
Postada originalmente as 8h36

