A reavaliação das condenações dos réus dos atos de 8 de janeiro pelo ministro Luiz Fux gerou incômodo entre seus colegas no Supremo Tribunal Federal (STF). Até então, Fux mantinha um alinhamento com o relator dos casos, Alexandre de Moraes, acompanhando as decisões mais severas. No entanto, sua recente mudança de postura, especialmente ao pedir mais tempo para analisar o caso da cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos, trouxe questionamentos internos e repercussão externa.
A decisão do ministro foi vista como uma tentativa de suavizar as críticas ao tribunal, que vem sendo alvo de contestação pelo rigor das penas aplicadas. Durante uma sessão recente, Fux declarou que exerceria a “humildade judicial” para revisar possíveis erros nas condenações, o que foi interpretado por alguns colegas como um movimento estratégico diante da opinião pública.
Apesar da tensão gerada pela sua mudança de posicionamento, Fux mantém uma relação cordial com Moraes e informou previamente o relator sobre seu pedido de vista. Nos bastidores, ministros avaliam que a atitude do magistrado busca evitar um isolamento dentro da corte, ao mesmo tempo em que tenta equilibrar a imagem do STF diante das pressões externas.

