Sem espaço na chapa majoritária, o ex-deputado Marcelo Nilo tem sido o ‘’espancador’ oficial da chapa encabeçada por ACM Neto no governo.
Munido de raiva e mágoa do grupo petista, onde reinou por dez anos como presidente da Assembleia Legislativa, Nilo tem usado a matralhadora giratória para acertar as duas pilastras do grupo governista; Jaques Wagner, que derrubou o carlismo, e Rui Costa.
Nilo tem questionado a compra dos respiradores durante a pandemia da Covid-19, cujo valor pago – R$ 48 milhões – não foi devolvido aos cofres públicos, mesmo sem os equipamentos terem chegada para ajudar salvar vidas.
Basta um podcast ou entrevista em veículos tradicionais de comunicação, para Nilo questionar e ‘partir pra cima’ de Rui.
Mesmo sem a menor chance de disputar o Senado na chapa de Neto, Nilo continua a saga. Não se sabe ao certo a quantidade de processo ele responde na Justiça. Se é que Rui o acionou judicialmente.
O ex-presidente da Alba agora achou outro ‘escândalo’ para continuar na tentativa de minar a credibilidade de Rui e Wagner. O caso Master vem atingindo grandes nomes da política nacional e do Judiciário. Parêntese: Dias Toffoli foi ‘escorraçado’ da relatoria do caso no Supremo Tribunal Federal (STF) por suposto envolvimento com as mutretagens de Daniel Vorcaro.
Voltando para Nilo. Ele tem trazido à luz do eleitor baiano os tentáculos do Master na política feita pelo PT da Bahia. A operação Compliance Zero investiga fraudes na venda de carteiras de crédito consignado. Aqui, o pulo do gato é o Crecesta e Nilo tem explorado todo o tema que vem sendo desnudado pela imprensa nacional – diga-se.
Contudo, ‘porém, todavia’, o republicanos que tem feito o jogo enodoado e que tem servido para validar os já desgostosos pelos 20 anos do PT na Bahia, deve ficar fora da chapa oposicionista.
A vaga do Senado caminha para ficar com Angelo Coronel e João Roma. A vice será de alguém ligado à política interiorana e que leve ACM Neto para a Bahia profunda.
A Nilo talvez cava mesmo a função de tentar sangrar o grupo do PT. Não se sabe, ao certo, se os tubarões – no caso, os eleitores – sentirão o cheiro do sangue.

