Por: Alan Robert
O deputado estadual Leandro de Jesus afirmou, na manhã desta quinta-feira (12), que há necessidade de prisão preventiva do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo ele, o magistrado estaria utilizando sua posição como relator do caso para dificultar a apuração completa das provas e a identificação dos autores e partícipes do suposto esquema envolvendo o Banco Master.
“Se torna cada vez mais clara a necessidade de uma prisão preventiva, porque um dos requisitos para decretá-la é quando o investigado se utiliza de alguma situação que o favoreça para atrapalhar as investigações”, disse Leandro de Jesus.
Ao jornal Comunica Brasil, o parlamentar destacou a importância de levantar todas as evidências: “Quando falo da materialidade do crime, são as provas, os documentos, tudo aquilo que deve ser levantado e tem a ver com esse escândalo, mas também com a autoria ou quem são os autores e partícipes desses crimes”.
O ministro, por sua vez, esclareceu que os repasses financeiros que recebeu da empresa Maridt, após a venda de participação no resort Tayayá em 2021, têm origem lícita, decorrem de sua condição de sócio da empresa familiar, foram declarados à Receita Federal e não possuem qualquer relação indevida com o banqueiro Daniel Vorcaro. Toffoli afirmou ainda que tem colaborado com os pedidos da Polícia Federal no âmbito das investigações.

