O governador e candidato à reeleição Jerônimo Rodrigues (PT) ainda não se pronunciou sobre a representação encaminhada à Procuradoria-Geral da República (PGR) que pede a avaliação do afastamento cautelar do secretário estadual do Meio Ambiente, Eduardo Sodré. O documento apresentado nesta quinta-feira (17) pela Federação União Progressista trata da investigação da Policia Federal no caso Banco Master.
A representação solicita que a PGR avalie requerer ao Supremo Tribunal Federal (STF) a suspensão temporária de Sodré à frente da Secretaria do Meio Ambiente, enquanto avançam as investigações. O caso está sob relatoria do ministro André Mendonça.
Até a manhã desta sexta-feira (18), o governador Jerônimo Rodrigues não havia se manifestado sobre a representação apresentada à PGR. Anteriormente, se posicionou pela permanência de Eduardo Sodré à frente da Secretaria.
Sodré foi alvo de busca e apreensão em junho, durante a 9ª fase da Operação Compliance Zero. De acordo com a Polícia Federal, o secretário teria exercido papel ativo em cobranças dirigidas ao empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master. A investigação menciona tratativas envolvendo boletos, notas fiscais e documentos relacionados à formalização de pagamentos.
A situação do secretário ganhou novo peso após o STF manter medidas cautelares contra ele. Em decisão assinada no início de setembro, André Mendonça rejeitou um pedido para suspender restrições impostas a Sodré, entre elas a suspensão do passaporte e o impedimento de deixar o país.
Mesmo diante das medidas judiciais, Jerônimo manteve Sodré no comando da Secretaria do Meio Ambiente. Em junho, após a operação da PF, o governador afirmou que não faria o afastamento “sem qualquer tipo de motivação concreta, de provas” e argumentou que não havia julgamento que justificasse a saída de um integrante de sua equipe.

