O governador e candidato à reeleição, Jerônimo Rodrigues (PT), destacou, nesta terça-feira (1º), a presença do Governo da Bahia nos municípios e afirmou que a atuação da gestão no interior deve ser considerada pelos eleitores na escolha para o governo estadual. Ao defender sua trajetória, o petista pediu que a população compare sua atuação com a do principal adversário, o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil).
“Durante os quatro anos, eu percorri a Bahia trabalhando pela Bahia. O meu opositor, durante os quatro anos, deu consultoria ao Master, recebeu dinheiro do Master. Eu não recebi dinheiro do Master. Compare os nossos currículos de propostas de trabalho e onde é que um estava quatro anos trabalhando e onde é que estava o outro trabalhando”, afirmou.
Jerônimo também destacou que a presença nos municípios permitiu à gestão conhecer de perto as demandas da população e acompanhar as necessidades de diferentes regiões do estado. A declaração ocorre durante a campanha pela reeleição, em que o governador tem reforçado a atuação do governo estadual no interior.
Durante a fala, Jerônimo também criticou o episódio envolvendo duas mulheres nuas em um carro de campanha durante uma caminhada realizada por ACM Neto no bairro de São Cristóvão, em Salvador. O governador classificou a situação como inadequada e relacionou o episódio à necessidade de combater a violência contra as mulheres e o feminicídio.
“Nós estamos numa luta contra o feminicídio, contra a violência contra a mulher. E o meu opositor botou duas moças nuas sobre um carro de campanha, depois pediu que alguém assumisse a responsabilidade. Não pode transferir responsabilidade”, disse.
Para Jerônimo, a campanha eleitoral deve priorizar propostas voltadas à autonomia e à inclusão das mulheres, com medidas relacionadas ao emprego e às condições de trabalho. “Corpo de mulher não é matéria de troca de votos. Nós não podemos dar o exemplo torto que foi dado, tratando as mulheres como uma peça de campanha eleitoral. Eu repudio isso”, declarou.
O governador também defendeu que o debate eleitoral seja concentrado na apresentação de propostas e na formulação de políticas públicas. “Nós temos que construir um programa que fale de ideias, de inclusão produtiva, de carteira assinada, de jornada para que as mulheres possam ser respeitadas”, complementou Jerônimo.

