O governador e candidato à reeleição Jerônimo Rodrigues (PT), reafirmou, nesta quinta-feira (20), o compromisso de ampliar o ensino em tempo integral na Bahia e destacou a redução do abandono escolar na rede estadual. Durante entrevista, o petista afirmou que a prioridade é garantir que crianças e jovens estejam na escola e permaneçam até a conclusão dos estudos.
“Eu sou pai, tenho um filho que faz universidade, sou professor e governador. São funções que se dirigem para um mesmo foco: a melhoria da qualidade do ensino para os nossos jovens”, disse.
Jerônimo destacou que, entre 2022 e 2025, a taxa de abandono no ensino médio na Bahia caiu de 13% para 3,1%. No mesmo período, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) passou de 3,5 para 3,8, alcançando o melhor resultado da série histórica.
O governador também defendeu que a permanência dos estudantes nas escolas deve estar acompanhada pela qualidade do ensino e por currículos que dialoguem com a realidade dos alunos. “O tema do tempo integral é tão importante porque guarda, protege o menino e a menina mais tempo na escola. A minha regra, a minha determinação no governo, é que nenhuma criança e nenhum jovem fique fora da escola”, apontou.
Ao tratar da educação, Jerônimo defendeu que o tema seja discutido como uma responsabilidade coletiva e criticou indicadores da rede municipal de Salvador. “A gente precisa tirar essa pauta da educação de ser esquerda ou direita. Podemos fazer a crítica, mas precisamos de união”, afirmou.
No programa de governo, Jerônimo prevê a cooperação entre os governos federal, estadual e municipais para ampliar a oferta de vagas em creches e escolas de educação infantil em toda a Bahia. O governador também afirmou que Salvador ainda enfrenta déficit de vagas na rede municipal de ensino. Documento oficial da Prefeitura de Salvador aponta que 6.096 crianças aguardam vagas em creches e escolas da educação infantil na capital.
Por fim, Jerônimo Rodrigues também criticou a alimentação oferecida em uma escola de Salvador após tomar conhecimento de um episódio que classificou como “muito triste”. “Ontem eu vi uma cena muito triste e fiquei com aquilo na minha cabeça. Uma professora apresentou o que estava sendo oferecido na alimentação escolar de Salvador: três torradas, com alguma coisa parecendo uma goiabada por cima e um suco bastante ralo. Não é justo. Aquilo não alimenta, aquilo não sustenta”, lamentou.

