O senador e candidato à reeleição, Jaques Wagner (PT), afirmou, neste domingo (13), em Bom Jesus da Lapa, que a eleição presidencial colocará os brasileiros diante de dois projetos distintos. Ao lado do governador e candidato à reeleição Jerônimo Rodrigues (PT), Wagner defendeu a continuidade do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e criticou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao associar seu filho, Flávio Bolsonaro (PL), ao mesmo projeto político.
Para Wagner, a escolha nas urnas não deve ser baseada na identificação pessoal com os candidatos, mas na avaliação sobre o futuro do país. O senador pediu que os apoiadores intensifiquem a mobilização durante os 18 dias restantes de campanha e levem essa comparação a eleitores próximos.
“Você pode até não gostar do Lula, mas não é uma escolha pelo mais simpático. Eu estou escolhendo quem vai levar meu país para o progresso e para a melhoria da vida de cada brasileira e de cada brasileiro. Quero que vocês conversem com o vizinho, o colega de trabalho, a família, e digam: A diferença é da água para o vinho”, afirmou.
Ao estabelecer a comparação entre os dois projetos, Wagner também criticou a atuação do ex-presidente Jair Bolsonaro durante a pandemia de covid-19. O senador utilizou a condução do governo federal durante a crise sanitária como um dos exemplos para sustentar sua avaliação sobre as diferenças entre os grupos políticos.
Na sequência, Wagner associou a postura do ex-presidente à candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Para o petista, o filho mantém uma linha política semelhante à do pai.
“Os dois pensam igual”, observou.
A partir dessa comparação, Wagner afirmou que a disputa presidencial representa uma decisão entre a continuidade das políticas que, segundo ele, contribuíram para o desenvolvimento do país e a possibilidade de um “retrocesso” com a eleição de Flávio.
O senador defendeu a permanência de Lula no Palácio do Planalto e pediu que os apoiadores apresentem aos eleitores as diferenças entre os dois projetos durante a reta final da campanha.
Além da disputa nacional, Wagner direcionou parte do discurso para a eleição na Bahia. O senador reforçou a aliança formada em torno da candidatura de Jerônimo Rodrigues e destacou a participação de PT, PCdoB, PV, PSD, PSB, Avante, PDT e MDB no grupo político.
Wagner afirmou que os baianos também estarão diante de dois caminhos nas eleições estaduais e voltou a defender a continuidade do projeto político representado pelo governador.
“Nós temos dois caminhos muito diferentes na Bahia. A Bahia também está numa esquina. De um lado, um grupo que não faz sua parte e abre a boca para falar de quem está trabalhando. Do outro, o caminho de Jerônimo, o nosso governador, do nosso time, desse time que reúne oito partidos políticos”, afirmou.
Ao defender a aliança, o senador citou obras e programas federais que, segundo ele, chegaram à Bahia durante os governos do PT, entre eles o Minha Casa, Minha Vida, destacando a parceria entre as administrações estadual e federal.

