O Ministério das Relações Exteriores do Brasil respondeu formalmente, nesta terça-feira (1), às críticas da revista britânica The Economist, que apontou uma suposta perda de relevância internacional do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A resposta, assinada pelo chanceler Mauro Vieira, foi entregue por meio da embaixada brasileira em Londres e destacou a coerência da política externa brasileira. A informação é da coluna da jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo.
A revista havia acusado Lula de se afastar de aliados tradicionais ao criticar os ataques dos Estados Unidos contra instalações nucleares no Irã e não endossar publicamente o direito de Israel à autodefesa. Em resposta, Mauro Vieira afirmou que as posições brasileiras seguem os princípios do direito internacional e da Carta das Nações Unidas, e que os bombardeios representam uma violação grave às normas da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).
A carta ressalta que o Brasil, sob a liderança de Lula, mantém firme compromisso com a democracia, a paz, o multilateralismo e a sustentabilidade. Também lembra que o governo condenou a invasão da Ucrânia pela Rússia.
Por fim, o Itamaraty afirma que Lula é respeitado globalmente por sua autoridade moral, especialmente por lideranças humanistas e defensores dos direitos humanos, além de ser uma das poucas vozes internacionais a criticar o aumento dos gastos com armas em detrimento do combate à fome e às mudanças climáticas.

