O candidato à Presidência da República, Hertz Dias (PSTU), criticou, neste sábado (5), os planos de exploração de petróleo na Margem Equatorial e defendeu a reestatização completa da Petrobras durante agenda em Salvador neste sábado (5). O presidenciável afirmou que a exploração de combustíveis fósseis em áreas de preservação ambiental contraria as discussões internacionais sobre transição energética.
Para Hertz, a exploração de novas áreas de petróleo não estaria alinhada à necessidade de ampliar a utilização de fontes de energia limpa. Ele citou a possibilidade de atividades na região da Amazônia e em áreas próximas aos Lençóis Maranhenses para questionar a política de expansão da produção petrolífera.
“Nós somos contra a exploração, por exemplo, da Margem Equatorial. Todo mundo está discutindo a transição energética. Nós vamos explorar petróleo na Amazônia? Nós vamos explorar petróleo em Barreirinhas, no Maranhão, que fica próximo dos Lençóis Maranhenses, que é uma das maiores maravilhas do mundo?”, questionou em entrevista ao BNews.
Além de se posicionar contra a exploração da Margem Equatorial, o candidato criticou a distribuição de lucros da Petrobras para acionistas privados. Na avaliação de Hertz, os recursos destinados ao mercado deveriam ser utilizados em áreas como pesquisa, desenvolvimento de energia limpa e tecnologia.
“A Petrobras só em 2023, de dividendos, foram aproximadamente R$ 93 bilhões. Quando a gente está falando de dividendo, a gente está falando daquele valor que os acionistas pegam e mandam para o exterior, eles não reinvestem. Por isso que a economia brasileira está estagnada”, disse.
Hertz defendeu que a Petrobras seja completamente reestatizada e colocada sob controle dos trabalhadores. Para o presidenciável, a mudança deveria fazer parte de uma política mais ampla de retomada estatal de setores considerados estratégicos. Entre as áreas citadas por ele estão energia elétrica, mineração e siderurgia. O candidato também afirmou que serviços públicos não devem ser tratados como mercadorias.
“Meu pai ajudou a construir a Petrobras e a minha família não foi consultada se deveria entregar ou não para o capital privado. Serviços públicos não podem ser considerados mercadoria. Nós somos contra a mercantilização de serviços públicos”, concluiu.

