O governo Lula e a Comissão sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP) decidiram reabrir a investigação sobre o acidente que matou o ex-presidente Juscelino Kubitschek em 1976. O caso, que sempre gerou controvérsias, será reanalisado com base em novas evidências apresentadas pelo perito Sérgio Ejzenberg e por investigações anteriores que questionam a versão oficial de que o Opala onde estava JK foi atingido por um ônibus da Viação Cometa.
A decisão de retomar o caso foi liderada pelo chefe da Assessoria Especial de Defesa da Democracia, Memória e Verdade do Ministério dos Direitos Humanos, Nilmário Miranda, com apoio da presidente da CEMDP, procuradora Eugênia Gonzaga. O Ministério Público Federal (MPF) já havia apontado falhas nas investigações anteriores, sugerindo que a hipótese de atentado político não poderia ser descartada.
Entre as novas análises, destaca-se um laudo pericial que desmonta a tese de colisão do ônibus com o Opala e levanta a possibilidade de sabotagem mecânica, tiro ou envenenamento do motorista de JK. Além disso, relatos indicam que a investigação conduzida durante a ditadura pode ter ocultado informações, como a destruição completa do veículo antes que exames mais detalhados fossem realizados.

