O procurador-geral da República, Paulo Gonet, solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a manutenção da prisão preventiva do coronel da reserva Marcelo Câmara, ex-assessor de Jair Bolsonaro. Ele é acusado de tentar interferir no acordo de delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, a partir de mensagens enviadas por seu advogado ao delator.
Segundo Gonet, as conversas indicam que Câmara tinha pleno conhecimento da atuação de seu defensor, Luiz Eduardo Kuntz, que buscava convencer Cid a omitir o nome do coronel em seus depoimentos. O PGR argumenta que a conduta representa risco à investigação e à aplicação da lei penal.

