O Exército adiou o início das férias do tenente-coronel Mauro Cid devido às medidas cautelares que ele continua cumprindo por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF, mesmo após sua condenação por participação no plano golpista ter se tornado definitiva. Beneficiário de acordo de colaboração premiada, o ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro foi condenado a dois anos em regime aberto e teve a tornozeleira eletrônica retirada no último dia 3, mas segue submetido a restrições de liberdade.
Segundo a CNN Brasil, o adiamento se deve ao fato de que Cid permanece obrigado a cumprir recolhimento domiciliar noturno, entre 20h e 6h, e integral aos finais de semana, o que inviabiliza a plena fruição das férias. Além disso, ele está proibido de usar redes sociais, portar armas, comunicar-se com outros investigados e deixar Brasília. O Exército pretende conceder o período de descanso apenas após o STF decidir sobre o pedido de detração da pena e declarar sua extinção.

