Após a divulgação do levantamento da Quaest de intenções de voto ao governo do Estado, o candidato ao governo da Bahia, Ronaldo Mansur (Psol), questionou a metodologia de amostragem dos institutos de pesquisa no estado e criticou o papel de setores da imprensa na construção de um, segundo ele, cenário polarizado entre ACM Neto (União Brasil) e Jerônimo Rodrigues (PT).
Em entrevista exclusiva ao Aqui Só Política, o candidato afirmou ser fundamental que levantamentos estatísticos contemplem de forma proporcional a diversidade geográfica do estado.
“As pesquisas são importantes quando são feitas divididas pelas áreas, pelas regiões, de forma a atender todo um eleitorado de diversas regiões na Bahia, nos 27 territórios de identidade. É importante que as pesquisas atinjam toda essa camada e não concentrem tanto em Salvador”, disse.
De acordo com Mansu, sua postulação sofreu uma “tentativa de invisibilização” ao longo dos últimos meses por parte dos institutos de pesquisa e de veículos de comunicação.
“A nossa pré-candidatura foi lançada há dez meses, anunciada a toda a imprensa, e mesmo assim ficaram até seis meses fazendo pesquisas colocando outro nome. Setores da imprensa polarizaram entre duas pré-candidaturas. Colocavam nas pesquisas gato, cachorro, elefante, menos o nosso nome. Isso é muito ruim, é desonesto com o eleitorado invisibilizar outros nomes. O papel da imprensa livre é de fundamental importância para que a população seja bem informada e saiba quais alternativas estão sendo apresentadas”, afirmou.
Críticas aos adversários e foco na segurança e saúde
Durante a entrevista, Mansur também subiu o tom contra os dois polos liderados por PT e União Brasil.
Ao avaliar a chapa de oposição, o candidato criticou a composição política e as declarações de aliados nacionais e locais do grupo. Ele usou de exemplos de falas recentes de Zé Cocar (PP), vice na chapa de ACM Neto (União Brasil), sobre as vacinas, além de citar afirmação do candidato a presidente da República, Ronaldo Caiado (PSD) de que iria “alforriar” os baianos do PT.
“Nós temos aí um dos candidatos polarizados que tem um vice negacionista, que diz que existem vacinas e vacinas, e cujo candidato a Presidente da República chamou todos os baianos e baianas de escravizados, dizendo que iríamos ser alforreados”, declarou.
Por outro lado, Mansur direcionou duras críticas à atual gestão estadual do PT, citando os índices de violência e problemas na prestação de serviços públicos essenciais.
“O outro candidato tem um dos maiores índices de violência no estado da Bahia, uma total ausência de política de segurança pública onde todos os dias nós vemos negros e negras sendo assassinados, seja pela violência policial, seja pelo crime organizado. A saúde vai de mal a pior”, afirmou.
Diretamente de sua cidade natal, Alagoinhas, Mansur citou um exemplo local para ilustrar suas críticas à administração estadual na área da saúde pública.
“Aqui em Alagoinhas, o governo vai fechar um hospital público, o Dantas Bião, que tem 40 anos. Zero investimento no hospital. Inaugurou um hospital regional para atender quase 30 cidades e vai fechar o principal hospital de Alagoinhas. Esse é o presente que o governo dá a uma das maiores cidades da Bahia. Nós vamos terminar com essa brincadeira de governar”, completou.

