O ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, prestou depoimento nesta segunda-feira (14) à CPMI que investiga os descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas. Pela manhã, o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), havia concedido habeas corpus permitindo que Stefanutto permanecesse em silêncio sobre fatos que pudessem incriminá-lo.
Afastado da presidência do INSS desde abril de 2024, após operação da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União (CGU), Stefanutto inicialmente se recusou a responder às perguntas do relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União-AL). O advogado do ex-presidente justificou o silêncio, alegando que o relator “já teria feito seu julgamento” sobre o caso.
Após uma pausa solicitada pelos líderes partidários para negociação com a defesa, o clima de tensão foi reduzido, e Stefanutto voltou a responder parte das perguntas.
Durante a oitiva, o ex-presidente afirmou que, ao assumir o INSS em 2023, adotou medidas para conter fraudes nos descontos associativos, entre elas a criação de uma nova instrução normativa e o processo de implantação da biometria, que, segundo ele, ainda estava em andamento quando deixou o cargo.
Fonte: Agência Brasil

