Por: Alan Robert
O deputado federal Capitão Alden (PL-BA) afirmou que a decisão do Supremo Tribunal Federal que converteu a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro em prisão preventiva “afronta inclusive a liberdade religiosa”. Para o parlamentar, a medida não se sustenta em critérios jurídicos mínimos e representa uma escalada autoritária conduzida pelo ministro Alexandre de Moraes. Segundo Alden, trata-se de uma decisão política, e não jurídica, que ignora fatos concretos e proporcionalidade.
O Aqui só Política entrou em contato com a equipe do parlamentar para perguntar sobre a prisão preventiva de Bolsonaro. Alden aproveitou para destacar o “duplo padrão” do STF, lembrando que, durante a prisão de Lula, milhares de pessoas realizaram vigílias por quase dois anos sem que medidas extremas fossem adotadas. Já no caso de Bolsonaro, “bastou anunciar uma vigília e, em menos de 24 horas, a prisão preventiva foi decretada”, sob o argumento genérico de “garantia da ordem pública”. O deputado afirmou que a medida se baseou em falhas técnicas na tornozeleira eletrônica, interpretadas de forma exagerada pelo ministro como “tentativa de fuga”.
Segundo Alden, a decisão visa isolar politicamente o ex-presidente e intimidar a oposição, em vez de proteger a sociedade. Ele criticou o uso de elementos como a proximidade do condomínio de Bolsonaro com embaixadas e viagens de aliados como indícios de suposto complô. “Decretar prisão preventiva sem fato novo, sem urgência e sem proporcionalidade não é Justiça, é perseguição”, disse o deputado.
Alan Robert é jornalista, formado pela Faculdade de Tecnologia e Ciências – UNIFTC. Seu primeiro contato com a política foi por meio do Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação das Universidades Públicas Federais no Estado da Bahia – ASSUFBA. Atualmente, atua como jornalista de entretenimento e política nos portais Alvo dos Famosos e Aqui Só Política com Cintia Kelly.

