O ex-deputado federal, Eduardo Bolsonaro, criticou a postura do Partido Liberal (PL) diante da participação do deputado federal Jonga Bacelar (PL) em um ato ao lado do governador Jerônimo Rodrigues (PT), candidato à reeleição na Bahia. Para Eduardo, a legenda não deve minimizar a aproximação do parlamentar com o petista.
No último fim de semana, Jonga Bacelar participou de um evento político com Jerônimo e apareceu usando um adesivo com o número 13, associado ao PT. O episódio provocou reação entre integrantes do PL, especialmente pela posição política defendida pelo partido nas eleições de 2026. Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Eduardo afirmou que as imagens do evento evidenciam o posicionamento adotado por Jonga e descartou interpretações diferentes sobre a participação do deputado.
“Não é plausível que o PL venha tentar dizer algo diferente daquilo que os meus olhos viram: um deputado do PL com o 13 do PT no peito e no mesmo palanque do governador petista da Bahia, Jerônimo Rodrigues”, afirmou segundo o BNews.
Eduardo também rejeitou a possibilidade de relativizar o episódio por Jonga Bacelar ainda integrar os quadros do PL. “Você acha que eu vou passar pano para isso e perder credibilidade com o meu eleitor? Tentar negar aquilo que os meus olhos viram? Não contem comigo para isso”, acrescentou.
Após a repercussão da participação no evento, Jonga Bacelar publicou, nesta segunda-feira (24), uma manifestação nas redes sociais do PL para reafirmar sua ligação com a legenda. No comunicado, o deputado declarou ter um “compromisso inabalável” com o partido e disse estar alinhado ao presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e ao candidato da sigla à Presidência da República, Flávio Bolsonaro. Ele também citou João Roma, presidente estadual do partido e candidato ao Senado, e ACM Neto (União Brasil), que disputa o Governo da Bahia.
Segundo o texto, Bacelar “sempre apoiou e continuará apoiando os candidatos indicados pelo PL em todas as esferas municipal, estadual, federal, mantendo-se fiel às diretrizes e ao projeto político do partido”.
A declaração ocorreu após o episódio gerar mal-estar dentro da legenda. Na imagem que provocou a reação, Jonga aparece ao lado de Jerônimo, que fazia o gesto associado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto o deputado utilizava no peito um adesivo com a estrela do PT e o número 13.

