O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, cancelou a reunião marcada para o dia 12 de fevereiro com outros ministros da Corte para tratar do código de conduta da magistratura. Segundo interlocutores, a decisão se deu devido a dificuldades de agenda e à resistência que já vinha sendo registrada entre os colegas em relação às propostas de regras éticas mais detalhadas.
A resistência ficou evidente após declarações do ministro Alexandre de Moraes, que defendeu as restrições já existentes à magistratura e criticou a “demonização” de aulas e palestras dadas por juízes. Moraes afirmou que não há carreira pública com tantas vedações e destacou que regras de impedimento para atuação fora dos tribunais já existem, incluindo proibição de julgar casos envolvendo familiares ou pessoas próximas.

