À espera de um milagre chamado bom relacionamento com o Supremo Tribunal Federal (STF). Assim está o presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, Adolfo Menezes (PSD). Há um tempo colocado na condição de disputar a recondução ao cargo, o que a Suprema Corte proíbe na mesma legislatura, o pessedista está confiante no bom relacionamento da tríade baiana no Planalto Central:
O bom relacionamento entre ministros do STF e o ministro da Casa Civil, Rui Costa, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner, e o senador Otto Alencar pode servir ao propósito de manter Adolfo no comando do Legislativo baiano. Por isso, as articulações estão sendo feitas em Brasília, além de Salvador, claro.
Informações chegadas a este Aqui só Política garantem que há articulação para que Menezes, após eleito, se mantenha no cargo por força de liminar. Isso, entretanto, não tem impedido de os cardeais do PSD e PT articularem um nome para a 1º vice-presidência da Casa que não contrarie a tríade. Os nomes pensados são da deputada Ivana Bastos, de Alex da Piatã, os dois do PSD, e Rosemberg Pinto (PT)
O senador Angelo Coronel, claro, pensou o mesmo. A ideia é ter um nome que possa ajudá-lo a fazer parte da chapa de 2026, mesmo a contragosto de Wagner e seu time.
Ele é ‘detentor’ de, ao menos, dez votos para o filho Angelo Filho disputar a 1ª vice. O site Política Livre publicou hoje que o senador facilmente conseguiria o apoio de 20 deputados para a candidatura do filho.
A expectativa é que, caso a articulação no STF não dê certo, Menezes teria a presidência ‘cassada’ e o 1º vice assumiria. Com o filho no comando do legislativo baiano, o senador poderia agir de forma a pressionar os petistas a mantê-lo na chapa em 2026.
É bom lembrar que o presidente do Legislativo é quem constrói as pautas e bota os projetos para votar. Coronel se valeria de uma espécie de toma lá dá cá e se manteria na chapa para disputar a reeleição.

