A desembargadora Sandra Inês Moraes Rusciolelli, do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), foi aposentada compulsoriamente pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) sob a acusação de manter um “gabinete paralelo” com o próprio filho, o advogado Vasco Rusciolelli, para produzir sentenças em benefício de terceiros sem vínculo com a Corte. A decisão foi unânime e representa a segunda punição máxima imposta à magistrada, que já havia sido afastada em 2024 por envolvimento em um esquema de rachadinha.
Segundo o CNJ, Sandra Inês permitia que o filho influenciasse diretamente em decisões judiciais, violando os princípios da imparcialidade e da independência. A magistrada também é alvo da Operação Faroeste, que investiga a venda de sentenças no oeste baiano. Ela chegou a firmar delação premiada, mas teve o acordo rescindido por descumprimento das cláusulas.

