As eleições dos Estados Unidos podem definir o futuro do senador Flávio Bolsonaro (PL) no país. As Midterms (eleições de meio mandato), ocorrem nesta terça-feira (3) e definem as 435 cadeiras no Congresso e as 35 vagas dos senadores, além de avaliar a presidência de Donald Trump.
O Partido Democrata, oposição ao do presidente norte-americano tem projeção de reconquistar maioria no Congresso e com isso, ter grande impacto no restante do mandato do republicano.
Com a derrota nas urnas no final de outubro, o senador Flávio Bolsonaro, que disputou a presidência do Brasil, fugiu para os EUA com sua família, após o Supremo Tribunal Federal (STF) determinar a apreensão de seus passaportes. Com a Mindterms dos Estados Unidos, o Congresso pode abrir investigações contra o Departamento de Estado, chefiado por Marco Rubio, e do Departamento de Segurança Interna (DHS), com o objetivo de pressionar o governo Trump.
Aliado de Trump, o parlamentar tem apostado nessa aliança para fortalecer a narrativa golpista de que foi eleito o presidente do Brasil. Na semana passada, ele divulgou uma carta alegando fraude, mas sem apresentar provas de irregularidades no processo eleitoral.
O irmão do senador, o deputado cassado Eduardo Bolsonaro, também está nos EUA desde março de 2025 para articular sanções internacionais contra autoridades brasileiras e evitar prisões e investigações no Brasil. Ele foi condenado pelo STF neste ano.
Investigações
Flávio Bolsonaro enfrenta três processos no Supremo e deve concentrar os próximos meses na construção de sua defesa.
Diferentemente de Eduardo, o senador montou uma equipe de advogados para representá-lo nos processos. Os defensores trabalham para evitar novos desdobramentos judiciais e possíveis decisões desfavoráveis ao parlamentar.
Flávio Bolsonaro é alvo de três investigações
- Por lavagem de dinheiro, ao lado do advogado Willer Tomaz, por meio de plataformas de apostas.
- Por corrupção, no financiamento do filme Dark Horse, sobre a trajetória de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
- Por calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

