Durante sessão da Comissão de Segurança da Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (9/4), o deputado federal Gilvan da Federal (PL-ES) declarou que deseja a morte do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), gerando forte reação de ministros, parlamentares e lideranças do PT. A Advocacia-Geral da União (AGU) solicitou à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal a investigação do caso.
O deputado, que relatou um projeto para proibir o uso de armas de fogo por seguranças presidenciais, disse: “Não vou dizer que eu vou matar, mas eu quero que ele morra, que vá para o quinto dos infernos”. A declaração foi classificada como “criminosa e inaceitável” pela ministra Gleisi Hoffmann, que associou a fala à política de ódio e às tentativas de golpe bolsonaristas.
Outras figuras do PT, como o ministro Paulo Teixeira e o deputado Lindbergh Farias, também condenaram a fala e defenderam abertura de investigação criminal. O prefeito de Maricá, Washington Quaquá, foi ainda mais incisivo, chamando Gilvan de “jegue” e “palhaço” em crítica publicada nas redes sociais.

