O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou nesta sexta-feira (22) esclarecimentos no inquérito que investiga sua suposta tentativa de coagir autoridades ligadas à ação penal sobre a tentativa de golpe de Estado em 2022.
Na manifestação, os advogados alegaram que há “vazios de indícios” no indiciamento da Polícia Federal e pediram ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que reconsidere a prisão domiciliar do ex-presidente. A defesa sustentou que Bolsonaro não descumpriu medidas cautelares e não orientou publicações em redes sociais relacionadas ao caso.
Os advogados também contestaram a acusação de que Bolsonaro teria mantido contato com o ex-ministro Braga Netto, afirmando que uma mensagem de SMS enviada ao celular do ex-presidente não foi respondida e, por isso, não configuraria comunicação.
Na última quarta-feira (20), a Polícia Federal indiciou Bolsonaro e o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por obstrução de Justiça, apontando que ambos tentaram atrapalhar o andamento da investigação, na qual o ex-presidente já é réu.

