A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) informou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que retomará o agendamento de visitas ao ex-presidente nos moldes que eram adotados antes da suspensão determinada pela Corte. Segundo os advogados, o prazo de 30 dias estabelecido pelo ministro chegou ao fim em 16 de agosto.
Em manifestação enviada a Moraes, a defesa afirmou que os novos agendamentos serão feitos diretamente com o Núcleo de Custódia da Polícia Militar (NCPM), seguindo as condições já estabelecidas e as demais medidas cautelares impostas ao ex-presidente. Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde março.
Apesar do fim da suspensão geral, algumas restrições continuam em vigor. Moraes determinou que visitas com finalidade “político-eleitoral” permaneçam proibidas até o fim das eleições, cujo segundo turno está previsto para 25 de outubro. Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente, também continua impedido de visitá-lo por 90 dias após ter divulgado uma “Carta aos Brasileiros” em desacordo com as medidas cautelares.

