Com votos de 34 deputados, a Assembleia Legislativa decidiu pela manutenção da prisão do deputado Binho Galinha (PRD). Ele esta preso desde o dia 3 de outubro. Dos 62 deputados, dez não compareceram. Outros 18 votaram pela soltura do colega de parlamento. Um se absteve.
A sessão extraordinária começou por volta das 10h. Antes da votação, os deputados ouviram o advogado de defesa de Binho Galinha, Gamil Föppel. Para o defensor, a detenção é inconstitucional e “afronta a estrita legalidade da Constituição da República”.
Binho Galinha está detido desde a última sexta-feira (3), após se entregar ao Ministério Público da Bahia (MP-BA) em Feira de Santana.
Ele havia se tornado foragido na terça-feira (1º), no início a Operação Estado Anômico, que apura a atuação de uma organização criminosa envolvida com milícias, extorsão e jogo do bicho. A prisão preventiva foi cumprida por uma equipe de 20 agentes do Gaeco, e o deputado foi levado ao Complexo Penitenciário da Mata Escura, em Salvador.
STJ – O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu manter a prisão preventiva do deputado federal Binho Galinha (PRD), detido na sala do Estado-Maior da Mata Escura, em Salvador. A decisão, proferida na última quarta-feira (8) pelo ministro Herman Benjamin, negou o habeas corpus solicitado pela defesa do parlamentar.
Segundo o magistrado, não houve alteração nos fundamentos que motivaram a prisão, decretada em 1º de outubro, destacando a gravidade dos crimes e o risco de interferência nas investigações conduzidas pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA).

