As investigações da Controladoria-Geral da União (CGU) sobre os descontos indevidos em aposentadorias apontam que a maioria das fraudes ocorreu durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A apuração reforça a narrativa adotada pelo Palácio do Planalto de que os principais responsáveis pelo escândalo atuaram antes da atual gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Até o momento, a CGU já analisou dados de 1,5 milhão de aposentados e pensionistas que pediram reembolso de valores descontados sem autorização. A maioria das irregularidades foi cometida por associações e sindicatos com acordos firmados com o INSS entre 2021 e 2022.
As descobertas podem resultar na apuração de responsabilidades dos ex-ministros da Previdência Onyx Lorenzoni e José Carlos Oliveira, que comandaram a pasta durante o período investigado.

