O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União), foi ao Benin, país africano, onde ficou por quatro dias. Antes de embarcar com uma comitiva de quatro secretários, ele passou o comando da cidade para a vice-prefeita Ana Paula Matos (PDT), que, como primeiro ato, assinou decreto regulamentando o transporte escolar.
No evento em que comunicou que Ana o substituiria, a vice-prefeita foi ovacionada pelos presentes. Bruno frisou que a pedetista ia assumir o comando da cidade após quatro anos de mandato.
Ele não precisava passar o ‘bastão’ para Ana. A viagem foi curtíssima. Aliás, ele já fez outras viagens, já se ausentou do Thomé de Souza, por período mais longo, mas não passou o comando da cidade para Ana.
Bruno parece querer ver o mar pegar fogo. De um lado, Ana Paula Matos, do outro o deputado federal Leo Prates, ambos do mesmo partido. Ambos olhando para o mesmo horizonte.
Leo acredita que em 2028 ele será o candidato natural do grupo, com as bênçãos de ACM Neto e Bruno Reis. No entanto, Bruno já tem dito que Ana é a candidata dele. Em on, ele não assume nem sob beliscões.
Não fazendo parte da tríade – Neto, Bruno e Léo -, Ana Paula foi, por três dias, prefeita de Salvador. Proeza que, por óbvio, Leo nunca conseguiu.
Até o momento, Bruno não se movimentou para tornar Leo um nome competitivo ante o de Ana Paula. Depois do trabalho exitoso como secretário de Saúde de Salvador, no momento mais excruciante da pandemia, Leo se elegeu deputado federal, com boa parte dos votos na capital.
O trabalho que realiza como deputado federal, em que pese traga benefícios para Salvador, com emendas direcionadas à cidade, os holofotes não acendem na direção dele. E Bruno Reis não faz a mínima questão de que haja um feixe de luz sequer em Leo.
Matéria publicada orginalmente às 19h25

