O BRICS, agora com 11 países-membros após sua recente expansão, realiza nos dias 6 e 7 de julho sua cúpula mais ambiciosa até hoje, no Rio de Janeiro. Sob o lema “Fortalecendo a cooperação do Sul Global para uma governança mais inclusiva e sustentável”, o bloco quer aprofundar a integração entre países em desenvolvimento e responder aos desafios do cenário geopolítico atual.
Entre os temas prioritários estão a reforma da governança global, a criação de um sistema tributário internacional mais justo, a regulação da inteligência artificial e o combate às mudanças climáticas. O Brasil, que preside o grupo em 2025, anunciou uma conquista inédita: o apoio formal à Convenção Tributária da ONU, com menção à taxação de altas rendas uma bandeira que retoma avanços obtidos no G20.
A desdolarização e a defesa do comércio justo também estarão no centro das discussões, com destaque para o crescimento do comércio intra-Brics e o posicionamento contra barreiras impostas pelos EUA. Em meio às tensões globais e à crise das instituições multilaterais, a cúpula será observada de perto por líderes internacionais e analistas.

