O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, declarou que a disputa presidencial de 2026 não será definida pela segurança pública, como aposta a oposição, mas por dois eixos centrais: soberania nacional e distribuição de responsabilidades econômicas. Em entrevista ao jornal Valor Econômico, ele afirmou que o debate eleitoral deve revelar quem defende os interesses do povo e quem atua em favor dos bilionários.
Boulos também comentou a repercussão das falas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que classificou como “matança” a operação policial que deixou mais de 120 mortos na Penha e no Alemão, no Rio de Janeiro. Para o ministro, reconhecer o impacto da violência não é erro, mas uma recusa à “demagogia do medo”, modelo que, segundo ele, enfatiza confrontos e espetacularização em vez de inteligência e combate às lideranças do crime.

