Investigações da Polícia Federal apontam que o ex-deputado federal Eduardo Cunha (Republicanos-MG) teria ordenado o envio de diversas verbas, via emenda parlamentar, mesmo sem mandato. A informação é da coluna de Daniela Lima, do Uol.
Recentemente, a PF também teve como alvoo presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, pela mesma suspeita. Segundo a reportagem, a corporação suspeita que a prática se disseminou ao longo dos últimos oito anos na Câmara dos Deputados.
Investigadores da Polícia Federal identificaram menções a verbas que teriam sido distribuídas a diferentes bases eleitorais a pedido do ex-presidente da Câmara.
O nome de Cunha aparece em planilhas que estão sob apuração na execução do chamado orçamento secreto. O ex-parlamentar é apontado como o verdadeiro ordenador de diversas verbas federais.
O ex-deputado foi procurado pelo Uol, e afirmou que que indicava as verbas mesmo sem estar na Câmara. Ele justificou que os recursos foram distribuídos em dois estados: Rio de Janeiro, sua base histórica, e Minas Gerais, onde montou uma rede de rádios, fincou base na igreja evangélica e pretende lançar candidato.
Segundo Cunha, para liberar o dinheiro, quando os recursos iam para o Rio de Janeiro, o veículo usado era a sua própria filha, que é deputada federal. Já quando o dinheiro ia para Minas Gerais, a indicação era feita por meio da liderança do seu partido.
Para Cunha, a interpretação da PF é “exagerada”, afirmando que todas as indicações ocorreram dentro dos mecanismos partidários permitidos.
“Eu pedi através do partido, onde coube ao líder assumir como indicação dele, até porque ele era de Minas. Se for do Rio, as emendas são assinadas por minha filha”, afirmou.

