Uma ala da cúpula do Senado Federal avalia investigar o caso do Banco Master por meio de um grupo de trabalho já instalado na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), em vez de avançar com uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), como defendem setores da oposição. A articulação é vista como uma forma de aprofundar a apuração sem ampliar tensões políticas no Congresso.
Atualmente, há pelo menos três pedidos de CPI em tramitação: um na Câmara dos Deputados, outro no Senado apresentado pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE) e uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), proposta pelo deputado Carlos Jordy (PL-RJ). Paralelamente, o presidente da CAE, senador Renan Calheiros (MDB-AL), instituiu um grupo de trabalho para acompanhar as investigações relacionadas às condutas atribuídas ao Banco Master.
O colegiado, composto majoritariamente por senadores governistas, poderá apresentar requerimentos de convocação de autoridades, pedidos de informação e propostas legislativas, com prerrogativas semelhantes às de uma CPI. Nos bastidores, a avaliação é de que o modelo garante apuração institucional e técnica, sem o caráter midiático que costuma marcar comissões de inquérito.
Informações do portal Metrópoles.

