No auge com produção própria, a Globo tem recebido críticas por ter escalado a jornalista Maria Beltrão para a apresentação do Oscar na Rede Globo, em que o filme ‘Ainda Estou Aqui’ pode conquistar a estatueta. Ela será responsável por cobrir a cerimônia que será realizada em 2 de março.
O incômodo tem raízes na história da família da apresentadora, mas especificamente no seu pai: Hélio Beltrão. Ministro nos governos de João Figueiredo e Costa e Silva e, em 1968, Hélio Beltrão foi um dos signatários do Ato Institucional nº 5, o AI-5, medida governamental que endureceu o regime militar e restringiu as liberdades civis no Brasil. O pai de Maria Beltrão morreu em 1997, aos 81 anos.
‘Ainda Estou Aqui’ concorre ao Oscar de Melhor Filme, Melhor Atriz e Melhor Filme Internacional é baseado justamente na história da ditadura militar no país. Na produção, Rubens Paiva é assassinado pelo regime.
Nas redes, os comentários foram: “Mesmo que a Maria Beltrão, que é um doce, não seja responsável pelas ações de seu pai, a decisão da Globo é de uma insensibilidade histórica tão gigantesca”, argumentou uma usuária do X. “Não, não é de bom tom”, concordou outra internauta.

