Por Anderson Luis
O secretário de Relações Institucionais do Estado (Serin), Adolpho Loyola, negou a existência de convite a Zé Cocá (PP) e Zé Ronaldo (União Brasil) para compor a chapa majoritária de Jerônimo Rodrigues (PT) nas eleições de outubro. Em bate-papo conduzido pela jornalista Cintia Kelly, em transmissão no Youtube da TV Aqui Só Política, ele afirmou que o diálogo entre o governo e as autoridades teve caráter “institucional”.
“Nós tínhamos uma relação institucional com os prefeitos Zé Cocá e Zé Ronaldo. Nós nunca chegamos a falar de política com eles e nunca nos entregamos (a chapa para eles). Partidos podem ter ido buscar isso, mas nem o governador nem nenhum outro membro do governo chegou a suscitar Zé Ronaldo ou Zé Cocá na vice do governador Jerônimo. Uma vez que esse convite só quem poderia fazer era o próprio governador. Então essas conversas nós não tivemos nem com um nem com outro sobre eleição. O que tínhamos eram conversas institucionais de como o governo do Estado e a Prefeitura poderiam aumentar as obras, como é que poderíamos melhorar”, detalhou nesta segunda-feira (06).
O dirigente da Serin também projetou continuidade no diálogo com Zé Cocá para melhorias em Jequié, mesmo após a confirmação dele na chapa majoritária do pré-candidato à Bahia, ACM Neto (União Brasil), como vice-governador.
“Tínhamos até uma conversa mais avançada com o próprio Zé Cocá, que nós tínhamos uma relação muito mais amigável, mais humanizada, vou dizer isso. A figura do prefeito Zé Ronaldo é mais introspectiva, vamos chamar assim, mas mesmo assim o governador tem uma relação pessoal. A definição foi da política, mas a administrativa continua. Nem vamos fechar a porta e virar as costas para Jequié e Feira de Santana. Então, as tratativas foram institucionais. Na hora da política, quando ‘a onça foi beber água’, eles fizeram a opção de ficar onde estavam. Ficaram lá”, disse.
Loyola também afastou a especulação anterior em torno do nome do deputado federal Elmar Nascimento (União Brasil) para a vaga de Geraldo Júnior (MDB) na governadoria. De acordo com ele, a articulação com o parlamentar teve origem na vontade dele de mudar de grupo politico para obter mais espaço.

Anderson Luis é um estudante de jornalismo na Universidade Federal da Bahia – UFBA. Já atuou como pesquisador para o Atlas da Noticia e atualmente é estagiário do Aqui Só Política com Cintia Kelly.

