O candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), defendeu a aprovação da PEC que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 e afirmou que o Senado Federal deve dar celeridade à análise da proposta. O texto avançou na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa nesta quarta-feira (2).
Neto afirmou que, apesar de a discussão ocorrer no Congresso Nacional, considera necessário que os agentes públicos tenham uma posição definida sobre o tema.
“Esse é um assunto que eu tenho posição clara, até pela relevância que ele tem para o país, mesmo sendo um assunto do Congresso Nacional, todo homem público precisa ter uma posição bem definida sobre isso. Eu sou a favor fim da escala 6×1, eu sou a favor da aprovação da emenda constitucional e espero que o Senado possa aprová-la, como fez a Câmara dos Deputados”, afirmou durante sabatina da Piatã FM.
Na avaliação do candidato, a proposta contou com a atuação de dois aliados próximos durante a tramitação na Câmara dos Deputados: Paulo Azi (União Brasil), que relatou a matéria na CCJ, e Leo Prates (Republicanos), responsável pelo relatório no plenário da Casa.
“Então, são dois dos deputados mais próximos a mim que se envolveram pessoalmente na articulação para a PEC avançar e ser aprovada na Câmara. E eu quero e luto para que ela seja aprovada o quanto antes no Senado”, frisou.
Além da mudança na jornada, ACM Neto defendeu que o Congresso Nacional discuta medidas para reduzir os custos relacionados à contratação de trabalhadores. Para ele, a desoneração da folha de pagamento deve integrar esse processo. Segundo o candidato, a redução da carga tributária sobre as empresas seria necessária para diminuir o impacto financeiro sobre empregadores e preservar a geração de postos de trabalho.
“Precisamos introduzir no Congresso Nacional a imediata discussão da desoneração da folha de pagamento, como é que a gente vai diminuir o ônus para quem produz, para quem emprega que existe hoje no Brasil em função da alta carga tributária, dos impostos elevadíssimos que são comprados dos empresários. Então, já passou da hora de o Congresso Nacional trazer um caminho, reduzindo carga tributária, desonerando folha de pagamento, aliviando o peso dos impostos para quem produz, para quem gera emprego”, analisou.
A discussão sobre a escala 6×1 também foi associada por Neto a uma agenda de crescimento econômico e ampliação do emprego formal. O candidato afirmou que mudanças na jornada devem ocorrer junto a outras medidas econômicas.
“É preciso que a gente tenha um pacto nesse país de retomada de crescimento, de geração de emprego formal, de carteira assinada, de formalização de trabalho, e tudo isso só vai acontecer se houver, na minha opinião, um novo horizonte em termos econômicos do país”, declarou.
Neto também criticou a política de gastos do governo federal e defendeu o equilíbrio das contas públicas como parte dessa agenda. “O governo federal, hoje, gasta muito e gasta mal. A gente não vê nenhum esforço de equilíbrio das contas públicas em Brasília, que é uma agenda que vai ter que acontecer ao lado da agenda das reformas, que também vão precisar acontecer”, afirmou.
Para o candidato, a aprovação da PEC deve ser acompanhada, a partir da próxima legislatura, por discussões sobre reformas e redução da carga tributária. “Então, é preciso o Senado aprovar logo o fim da escala 6×1, mas já pensando nesse início de uma nova legislatura a partir do próximo ano, introduzir um debate de reformas, de redução de carga tributária e de como aliviar o peso para o empregador, para o empresário, para quem gera emprego no Brasil”, completou.

