Fundado a partir de dissidentes do PT, o Psol não sabe ao certo o caminho que quer percorrer. Ao menos esse tem sido o recado dado pelo partido na Bahia. Passa períodos alinhado com o governo estadual, depois se afasta com duras críticas à gestão.
No momento, o partido ataca o governo, do qual já fez parte. No início de outubro, o PSOL desembarcou em Camaçari para pedir voto para o então candidato do PT a prefeito, Luiz Caetano.
O petista, inclusive, fazia parte até abril da gestão estadual. Saiu para disputar as eleições.
Como explicar que 33 dias após o pleito, os pessolistas da Executiva escreveram que “nunca a Bahia esteve tão entregue ao crime organizado, que encontra terreno fértil num estado que possui uma onda crescente de desemprego, sucateamento das políticas públicas, e desamparo social, e enquanto isso, o governo diz que todo caos não passa de ‘uma gripezinha”.
Um adendo. A ‘gripezinha’ a que se referiu Jerônimo foi amplamente explorada por ACM Neto e a oposição.
Será que o PSOL só se atentou para a violência após a eleição? A expectativa agora é sobre o dia em que o partido fará aceno ao governo do PT. Quando isso acontecer, a expectativa será sobre o dia em que a legenda vai criticar e voltar a se afastar da gestão petista.
Dayane troca de pele
Em 2018, a professora Dayane Pimentel (União Brasil) se elegeu deputada federal apoiando Jair Bolsonaro. Era uma das maiores entusiastas do ex-presidente. Por causa disso, teve votação retumbante.
Com o rompimento político de ambos, Dayane foi rejeitada nas urnas em 2022, quando tentou renovar o mandato.
Nem Bolsonaro, nem Lula. A ex-deputada criticava ferozmente os dois. Chamou Lula de corrupto e, ainda assim, em 2023 ganhou cargo na Embratur, uma autarquia do Governo Federal.
Agora, ela deixa o cargo. Em seu Instagram, a ex-deputada, que deve disputar algum cargo eletivo em 2026, faz enquete sobre candidatos que devem rivalizar com Lula daqui a dois anos: Tarcísio de Freitas, Ronaldo Caiado e Pablo Marçal.
Roma e Comandante Rangel nada comandam?
A autoridade do presidente do PL baiano, João Rona, está o tempo todo sendo colocada em xeque. O deputado federal Jonga Barcelos deu de ombros à possibilidade de ter o mandato solicitado pelo partido por infidelidade partidária.
O pedido foi protocolado pelo presidente do partido em Barreiras, Comandante Rangel.
Ao ser questionado pelo Portal Muita Informação sobre o processo, Jonga vai para o confronto.
“Todas as ações do meu partido são de comum acordo com o presidente Valdemar da Costa Neto. Isso é factoide de um derrotado político de Barreiras, disse Jonga se refere ao Comandante Rangel, que disputou vaga de deputado federal em 2022, mas não obteve sucesso na empreitada.
O temido Lucas Reis
Lucas Reis, assessor do senador Jaques Wagner (PT), continua incomodando futuros concorrentes correligionários.
Lucas tem recebido políticos com frequência que petistas com mandato não conseguem. Estima-se que o pupilo de Wagner seja o federal mais bem votado. Ao menos do PT.

