O presidente do PL na Bahia, João Roma, criticou o PT, nesta quinta-feira (5), após o Senado aprovar a PEC da Segurança Pública sem incluir a redução da maioridade penal. Defensor da mudança, o ex-ministro afirmou que o partido adia uma discussão que considera necessária para o combate à criminalidade e à impunidade.
“Mais uma vez, o PT vira as costas para uma demanda da população brasileira. A redução da maioridade penal é uma medida que defendo e considero fundamental para enfrentarmos a criminalidade, combatermos a sensação de impunidade e protegermos nossos jovens do aliciamento do crime organizado”, declarou.
A proposta foi aprovada na terça-feira (3), mas as emendas que tratavam da redução da maioridade penal foram separadas para análise em outra discussão. Para Roma, a decisão demonstra uma contradição entre o discurso do PT durante o período eleitoral e sua atuação no Congresso.
“O que vimos foi mais uma demonstração de que, para o PT, a segurança pública ganha prioridade no discurso quando há uma eleição pela frente. Na hora de enfrentar temas difíceis e tomar decisões concretas, prevalecem as conveniências políticas”, afirmou.
Por fim, o dirigente do PL defendeu que o Congresso dê andamento à discussão sobre a redução da maioridade penal e afirmou que o tema não deve ser novamente adiado.
“A segurança pública não pode ser tratada como instrumento de marketing eleitoral. É uma questão de Estado, que exige coragem, responsabilidade e compromisso com a vida dos brasileiros. A redução da maioridade penal continuará em discussão no Congresso, e espero que o tema não seja novamente empurrado para depois. A população quer segurança, não promessas que acabam junto com a eleição”, concluiu.

