O secretário municipal de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza, negou nesta sexta-feira (30), em entrevista à Rádio Metrópole, que o prefeito Bruno Reis (União Brasil) tenha determinado a retenção de ônibus para prejudicar a votação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições. Questionado pelo apresentador Mário Kertész sobre a suspeita, o titular da Semob afirmou que o prefeito não teria adotado esse tipo de conduta. “Bruno jamais faria isso, Bruno não fez isso”, declarou.
Pablo atribuiu os atrasos registrados no transporte público no domingo (25) a uma ação de entidades sindicais nas portas de garagens para a aplicação de adesivos em apoio a Lula. Segundo o secretário, cerca de 75 ônibus da Concessionária Plataforma, na garagem G5, no Caminho de Areia, tiveram a saída temporariamente impedida. Ele afirmou que equipes de fiscalização foram acionadas para negociar a liberação dos veículos e que a circulação nas garagens foi normalizada até as 10h, embora os reflexos tenham continuado nos pontos de ônibus até o início da tarde.
Durante a entrevista, o secretário também rebateu insinuações de que teria permanecido na França para evitar a Justiça após a expedição de um mandado de prisão pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA). Pablo disse que estava em missão oficial em Paris e decidiu retornar a Salvador para enfrentar a situação. “Eu não fiquei em Paris, pedi asilo, me escondi. Pelo contrário: eu peguei um avião às 10 da manhã da segunda-feira, com mandado de prisão em aberto no meu nome, vim aqui enfrentar a verdade”, afirmou.

