O presidente da Câmara Municipal de Salvador (CMS), Carlos Muniz (PSDB), afirmou nesta terça-feira (27) que respeitará a decisão da maioria dos vereadores na disputa pela presidência da Casa para o biênio 2027-2028. A declaração ocorre em meio à articulação do vereador Alexandre Aleluia (Novo), que, segundo as informações apresentadas, já reúne apoio de 34 dos 43 parlamentares, e à decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que negou liminar favorável à possibilidade de um novo mandato de Muniz.
Questionado por jornalistas sobre o apoio recebido por Aleluia e a possibilidade de permanecer no comando do Legislativo municipal, Muniz afirmou que seguirá o resultado definido pelos colegas e destacou a importância do respeito às decisões democráticas.
“Na realidade, nós temos que respeitar primeiro a maioria. Eu sempre fiz isso. A democracia diz isso. Eu não fui eleito para ser antidemocrático. Eu fui eleito com voto popular e respeito a maioria da Câmara Municipal”, declarou à jornalistas.
O presidente acrescentou que não pretende criar conflitos com os vereadores caso a maioria opte por outro nome para comandar a Casa.
“A Câmara Municipal tomando a decisão, pode ter certeza que irá ser respeitada por mim, que eu não terei problema nenhum com os vereadores, porque eu acho que a melhor forma de fazer política é ter o respeito ao contraditório. E eu tenho respeito ao contraditório”, afirmou.
PDT recorre ao STF para tentar viabilizar nova candidatura
A disputa pela presidência da Câmara ocorre enquanto o PDT tenta reverter a decisão de Gilmar Mendes que, por ora, impede a recondução de Muniz ao cargo. Em recurso apresentado na quinta-feira (22), o partido argumenta que o período em que o vereador assumiu a presidência por sucessão automática, após a saída de Geraldo Júnior (MDB), não deve ser contabilizado como um mandato conquistado por eleição direta para o posto.
A legenda pede que o ministro reconsidere a decisão ou, caso mantenha o entendimento, que o recurso seja analisado pelo plenário do STF. O julgamento está previsto para ocorrer entre os dias 6 e 13 de novembro
Enquanto a questão jurídica permanece em discussão, Alexandre Aleluia avança na articulação por votos para assumir a presidência da Câmara no próximo biênio. A definição do comando da Casa dependerá da eleição da Mesa Diretora e dos desdobramentos do caso no Supremo.
Com informações da jornalista Ádila Ribeiro.

