O ex-governador de Minas Gerais e candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), deverá prestar depoimento à Polícia Civil para esclarecer por que entrou com um celular na cabine de votação durante o primeiro turno das eleições, em 4 de outubro. Os mesários que atuaram na seção eleitoral onde ele votou, em Araxá, também serão ouvidos por determinação da Justiça Eleitoral.
A decisão foi tomada pelo juiz da 17ª Zona Eleitoral de Araxá, Dimas Ramon Esper, que considerou necessário reunir mais informações sobre o episódio. A investigação busca esclarecer se Zema foi orientado pelos mesários a deixar o aparelho fora da cabine, se houve registro da tela do celular e se a câmera do dispositivo estava ativada. O magistrado determinou que as diligências sejam concluídas em até dez dias.
Ao votar, Zema afirmou que não foi alertado pelos mesários sobre a proibição de entrar com o celular na cabine e negou ter tirado fotos. O caso é apurado como possível crime de violação do sigilo do voto, já que a legislação eleitoral proíbe o uso de aparelhos eletrônicos nesse espaço. O processo foi encaminhado à Justiça Eleitoral de Araxá, onde ocorreu o episódio, após o Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais entender que o caso deve ser analisado pela Justiça local.

