O deputado federal Jorge Solla (PT-BA) apresentou, nesta segunda-feira (19), o PL n° 5594/2026, que prevê alterar a Lei n° 9.504/97. Nela, autoriza-se o acesso a informações bancárias, fiscais, telefônicas e de utilização de serviços de internet dos candidatos a presidente e vice-presidente da República.
“O objetivo é aprimorar os instrumentos de fiscalização eleitoral, para que os órgãos competentes verifiquem informações patrimoniais e financeiras, identifiquem inconsistências e adotem as providências cabíveis diante de indícios de irregularidades”, explica Solla.
A proposta foi apresentada ao mesmo tempo em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou a entrega dos seus sigilos fiscais e telefônicos à Justiça, nesta terça-feira (20). Além dos deles, foram entregues também os sigilos da primeira-dama Janja e dos cinco filhos, em desafio ao senador Flávio Bolsonaro, ainda no debate do domingo (18).
Por causa do foro como senador, Flávio é alvo de dois inquéritos em andamento no Supremo Tribunal Federal (STF), que envolvem corrupção, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, além de crimes relacionados aos casos Master e ao roubo aos aposentados no INSS.
“Não é possível que Flávio Bolsonaro dispute a Presidência com uma ficha corrida tão extensa, com uma série de transações sem comprovação da origem dos recursos, como a mansão de R$ 6 milhões sem renda compatível, por exemplo”, cita o deputado.
O parlamentar lista, ainda, outras suspeitas que recaem sobre Flávio Bolsonaro, desde que entrou na vida pública. “Funcionário fantasma, esquema das rachadinhas, lavagem de dinheiro na loja de chocolates, envolvimento com suspeitos de assassinato, milicianos. A lista é longa!”, destaca Solla.
“Se não fosse a interferência na Polícia Federal feita por Jair Bolsonaro, quando ainda era presidente, e hoje condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de estado, o senador já deveria estar preso. Ao invés de estar na disputa pelo cargo mais importante do país”, diz.

