O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, afirmou que eventuais processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) são de competência política do Senado Federal. Em entrevista à revista Veja, ele evitou prever se os pedidos defendidos por parlamentares eleitos serão levados adiante e elogiou a atuação de Edson Fachin à frente da Corte, destacando sua moderação diante das instabilidades institucionais.
Relator do pedido de revisão criminal apresentado pela defesa de Jair Bolsonaro, Nunes Marques reiterou que não analisará o caso antes do segundo turno. Segundo ele, o adiamento busca evitar interferências no ambiente eleitoral, e ainda não há data definida para julgamento. A revisão da dosimetria das penas também poderá ser examinada.
O ministro justificou ainda sua ausência em julgamento sobre a possibilidade de investigar Alexandre de Moraes por conexões com Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. Nunes Marques afirmou que sua participação poderia ser explorada politicamente e negou que as acusações relacionadas ao caso tenham afetado sua atuação no comando do TSE.

